CPI do Caso Orelha avança na Alesc e pode abrir nova fase de apuração
Com 14 assinaturas confirmadas, pedido para investigar a morte do cão comunitário em Florianópolis seguirá para leitura em plenário e análise jurídica

A possível abertura da CPI do Caso Orelha ganhou força na Assembleia Legislativa de Santa Catarina após o requerimento atingir, nesta quarta-feira (10), o número mínimo de apoios necessários. A comissão pretende examinar pontos considerados pendentes sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, especialmente depois que o caso foi arquivado pelo Ministério Público de Santa Catarina em maio.
Autor da proposta, o deputado estadual Mário Motta (PSD) afirma que a iniciativa busca esclarecer dúvidas da investigação, sem antecipar responsabilizações. O parlamentar defende que a apuração seja conduzida com transparência e reúna informações como laudos periciais, depoimentos, imagens de câmeras de segurança e detalhes do arquivamento. Entre os possíveis convocados estão testemunhas, vizinhos, o veterinário que atendeu o animal, agentes da Polícia Civil, representantes do Ministério Público e autoridades públicas.
Agora, o pedido será lido em plenário e passará por avaliação jurídica de admissibilidade pela Procuradoria da Alesc. Caso avance e seja publicado no Diário Oficial, os líderes partidários deverão indicar os integrantes da comissão, respeitando a proporção das bancadas. Depois disso, serão escolhidos presidente, vice-presidente e relator, etapa que permitirá o início formal dos trabalhos investigativos no parlamento catarinense.





