El Niño vai ganhar muita força no inverno e pode atingir intensidade de superfenômeno

Oceano Pacífico ingressa em nova fase de aquecimento que reforçará significativamente o fenômeno no Hemisfério Sul

O Oceano Pacífico vai ingressar em uma nova fase de aquecimento que irá reforçar significativamente o fenômeno El Niño durante o inverno do Hemisfério Sul. Dados da MetSul Meteorologia apontam a formação de uma nova onda Kelvin no Pacífico Equatorial, processo que transporta grandes quantidades de calor das profundezas em direção ao Pacífico Central e Leste. Como o oceano já apresenta um volume extraordinário de águas aquecidas abaixo da superfície, a chegada deste novo pulso aumenta o potencial para que o El Niño atinja uma intensidade muito forte, caracterizando um Super El Niño.

O aquecimento atual segue acelerado e já apresenta características comparáveis aos maiores episódios da história recente. Na região Niño 1+2, próxima às costas do Peru e do Equador, a temperatura da água está cerca de 2,7°C acima da média, valor muito próximo ao registrado em 1997 e superior ao de 2015. Já na região Niño 3.4, considerada a principal referência global, a anomalia atinge cerca de 1,5°C pelo índice ONI. Os dados indicam que o atual El Niño está mais avançado em seu desenvolvimento do que os episódios históricos de 1997 e 2015 durante o mês de junho.

Os efeitos no clima do Brasil serão sentidos mais a partir do segundo semestre, especialmente no fim do inverno e na primavera de 2026. O fenômeno costuma provocar diminuição das chuvas no Norte e Nordeste, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste são esperadas temperaturas elevadas e chuvas acima da média. O Sul do Brasil será a região mais impactada, com alto risco de chuva extrema, cheias, enchentes e temporais severos de vento e granizo, concentrados principalmente no segundo semestre de 2026 e no outono de 2027.

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