Furto de gado avança no RS e assusta produtores rurais
Quadrilhas têm usado caminhões para levar rebanhos inteiros, enquanto casos de abigeato cresceram 8% nos cinco primeiros meses de 2026
Produtores rurais de diferentes regiões do Rio Grande do Sul relatam preocupação com a ação de quadrilhas especializadas em abigeato, crime que voltou a crescer no Estado em 2026. Dados da Secretaria da Segurança Pública apontam aumento de 8% nas ocorrências entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025: foram 1.359 registros neste ano, contra 1.256 no ano anterior. Em muitos casos, os criminosos utilizam caminhões para transportar grandes quantidades de animais furtados.
Entre os episódios relatados, um produtor de Júlio de Castilhos teve 43 cabeças das raças Braford e Angus levadas em Vila Nova do Sul, com prejuízo estimado em R$ 100 mil. Já em Barros Cassal, na localidade de Cerca Velha, foram furtadas 20 cabeças Angus, causando perda calculada entre R$ 70 mil e R$ 80 mil. Em São Francisco de Paula, uma família afirma ter perdido 90 animais entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, na localidade de Várzea do Cedro, com prejuízo estimado em R$ 650 mil. Na mesma cidade, outro pecuarista relatou o furto de 37 cabeças de gado no distrito de Lajeado Grande, avaliadas em R$ 170 mil.
A Divisão de Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Dicrab) da Polícia Civil afirma que os furtos em grande escala são considerados casos pontuais dentro das estatísticas gerais. Segundo o delegado Heleno dos Santos, não haveria aumento específico nesse tipo de ação, mas sim uma migração das quadrilhas para áreas onde a fiscalização policial estava menos concentrada. A Polícia Civil também sustenta que, considerando ocorrências ainda em andamento, houve queda de 10% nos crimes rurais nos últimos três meses, em comparação com 2025.







