Governo do RS celebra 25 anos do Teste do Pezinho com iluminação lilás no Piratini e no CAFf para destacar diagnóstico precoce

Palácio Piratini e Centro Administrativo (Caff) ganham iluminação lilás para marcar os 25 anos do Teste do Pezinho e ampliar a conscientização sobre a triagem neonatal

Nos 25 anos do Teste do Pezinho, o governo do Rio Grande do Sul reforça a importância do diagnóstico precoce no SUS. Para celebrar, o Palácio Piratini e o Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) serão iluminados de lilás nesta semana, chamando a atenção para a triagem neonatal que salva vidas.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), conhecido como Teste do Pezinho, completará 25 anos neste mês de junho. Mais de 2,5 milhões de recém-nascidos já passaram pelo exame no RS, que passou a rastrear nove doenças com o investimento de R$ 36 milhões em parceria com a Casa dos Raros.

Desde 2001, o PNTN é mantido pelo Ministério da Saúde no SUS, garantindo acesso gratuito ao exame. No Rio Grande do Sul, a média é de cerca de 8 mil testes por mês. Ao longo dos anos, cerca de 2,6 mil crianças foram diagnosticadas com doenças investigadas pelo programa.

Atualmente, a triagem no estado contempla sete condições: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita. Com a ampliação anunciada, serão incluídas imunodeficiência combinada grave (ICG) e atrofia muscular espinhal (AME), elevando o total para nove doenças.

Para viabilizar essa expansão, em maio, o governo estadual firmou parceria com a Casa dos Raros, com investimento de R$ 36 milhões ao longo de 48 meses. A entidade atua na identificação precoce de doenças raras, atendimento multiprofissional e capacitação de profissionais de saúde.

Quando e onde realizar o exame: o teste deve ser coletado entre o terceiro e o quinto dia de vida, preferencialmente. Pode ser feito na maternidade, desde que respeitado o prazo mínimo de 48 horas de vida. Se a alta ocorrer antes, os pais podem procurar uma unidade básica de saúde. A coleta é simples, realizada com pequenas gotas de sangue do calcanhar, ideia para garantir qualidade da amostra.

Resultado alterado não é diagnóstico. Trata-se de triagem, sinalizando a necessidade de investigação adicional com exames complementares. O diagnóstico definitivo depende de avaliações subsequentes e acompanhamento.

Cobertura no Estado: dados do MS indicam que a cobertura do Teste do Pezinho no RS fica em torno de 75%. Em 2025 foram 88.475 exames na rede pública de saúde, sobre um total de 115.103 nascidos vivos (76,87% de cobertura). Esses números consideram apenas o SUS, excluindo a rede privada.

Doenças incluídas no Teste do Pezinho (com descrições resumidas): fenilcetonúria; hipotireoidismo congênito; doença falciforme e outras hemoglobinopatias; fibrose cística; hiperplasia adrenal congênita; deficiência de biotinidase; toxoplasmose congênita; imunodeficiência combinada grave (em fase de implantação); atrofia muscular espinhal (AME, em fase de implantação).

Histórico da Triagem Neonatal no RS envolve marcos desde 2001, com ampliações em 2012, 2014 e 2023, até a expansão prevista para 2026.

Texto: Ascom SES. Edição: Secom
Fonte: Secom / Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Nairana Jung

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