O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira, 17 de junho, durante conversa informal na cúpula do G7, na França, que nunca se considerou um político esquerdista.
A declaração ocorreu em diálogo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz.
A fala foi feita enquanto Georgieva comentava sobre a expectativa internacional de uma possível guinada à esquerda no Brasil quando Lula venceu sua primeira eleição presidencial, em 2002. Em resposta, o presidente afirmou que o mundo não pertence nem à esquerda nem à direita, mas ao que chamou de “caminho do meio”.
“O mundo não é de esquerda, o mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade. Eu nunca fui esquerdista, eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma relação boa com a UGT da Espanha”, declarou Lula.
Durante a conversa, o presidente também relembrou sua trajetória no movimento sindical e as relações mantidas com entidades de trabalhadores europeias antes de ingressar na política partidária.
A declaração repercutiu nas redes sociais e no meio político por partir de uma das principais lideranças históricas da esquerda brasileira. No entanto, a fala ocorreu em um contexto informal e não representou anúncio de mudança de posicionamento político.
A conversa aconteceu durante os compromissos da cúpula do G7 Summit 2026, realizada na França, que reúne líderes das principais economias do mundo para discutir temas ligados à economia global, segurança e cooperação internacional.
Fonte: InfoMoney








