O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rejeitou na sexta-feira, 12 de junho, um pedido apresentado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impedir a utilização do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2026.
A ação questionava a possibilidade de a produção ser usada como instrumento de propaganda em favor da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O pedido foi protocolado pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e por integrantes do Grupo Prerrogativas. Na decisão, Nunes Marques afirmou que os autores não possuem legitimidade para contestar a eventual utilização da obra, uma vez que não disputam a eleição presidencial.
O magistrado destacou que o entendimento segue jurisprudência consolidada da Justiça Eleitoral, segundo a qual apenas candidatos ao mesmo cargo em disputa podem questionar atos relacionados à campanha.
A cinebiografia Dark Horse teve seu primeiro teaser divulgado em dezembro de 2025 pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), responsável pelo roteiro e pela produção do longa. Dirigido por Cyrus Nowrasteh, o filme retrata momentos da trajetória política e pessoal de Jair Bolsonaro, incluindo a facada sofrida durante a campanha de 2018, debates eleitorais e episódios familiares.
Filmado integralmente em inglês, o projeto conta com o ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo, no papel de Bolsonaro. A produção também reúne nomes como Lynn Collins, Esai Morales e Felipe Folgosi no elenco.
Segundo os responsáveis pelo filme, medidas rigorosas de segurança foram adotadas durante as gravações para evitar vazamentos de informações e imagens dos bastidores.








