Moraes aguarda parecer da PGR antes de decidir sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministro do STF deu prazo de 48 horas para manifestação sobre episódio envolvendo arma registrada em nome do ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um episódio envolvendo uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A análise ocorre antes da decisão sobre a manutenção ou prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente. Moraes quer que a PGR avalie se o caso pode configurar falta grave no cumprimento das medidas impostas a Bolsonaro.

O episódio teve início após uma arma registrada em nome do ex-presidente ser apreendida durante uma abordagem policial em Brasília. O armamento estava com um militar responsável pela segurança de Bolsonaro. Conforme informações divulgadas, o segurança alegou que a arma seria levada para conserto.

Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal e confirmou ser o proprietário da arma. Segundo a apuração, ele afirmou que mantinha o armamento em casa por motivo de proteção.

Na decisão, Alexandre de Moraes citou a Lei de Execução Penal, que prevê falta grave quando o condenado possui, de forma indevida, instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.

Após a manifestação da PGR, a defesa de Bolsonaro também deverá ser ouvida. Somente depois disso, Moraes deve decidir se houve descumprimento das condições da prisão domiciliar e se a medida será mantida, prorrogada ou alterada.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, autorizada em razão de seu estado de saúde.

Fonte: Agência Brasil, CNN Brasil e UOL.

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