MPRS e Brigada Militar realizam revista geral na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas
Ação reuniu 400 agentes na segunda-feira, 15 de junho, e integra operação nacional de enfrentamento a facções criminosas no sistema prisional.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e da Promotoria de Justiça de Execução Criminal de Novo Hamburgo, realizou, em conjunto com a Brigada Militar, uma revista geral na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, na segunda-feira, 15 de junho.
A ação contou com a participação de 400 agentes e faz parte do projeto Frequência Zero, do GAECO. A mobilização também integra a quinta etapa, no Rio Grande do Sul, da Operação Convergência Nacional, do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, voltada ao enfrentamento de facções criminosas em todo o país.
O objetivo da operação foi apreender materiais ilícitos em posse de apenados ligados a diferentes organizações criminosas com atuação a partir da Penitenciária Estadual do Jacuí. Conforme o MPRS, além do tráfico de entorpecentes, há o ingresso ilegal de aparelhos de comunicação no sistema prisional por meio de um esquema estruturado para burlar a segurança da unidade, com uso de drones para entrega aérea de materiais ilícitos e arremessos sobre os muros.
Os materiais apreendidos serão contabilizados ao longo do dia.
Segundo o Ministério Público, os apenados mantêm atuação contínua e sofisticada, utilizando a penitenciária como base operacional para o comando de crimes dentro e fora do sistema prisional. Entre 2025 e abril de 2026, foram apreendidos na unidade 646 celulares, 758 chips e mais de 12 quilos de entorpecentes, o que evidencia a fragilidade das barreiras de segurança e a complexidade do esquema.
A ação tem como foco a identificação dos envolvidos e a interrupção dos fluxos ilícitos, reforçando o trabalho do MPRS no enfrentamento qualificado ao crime organizado.
O projeto Frequência Zero, iniciativa estadual do GAECO, busca neutralizar o uso de celulares no sistema prisional, considerado um dos principais meios de comunicação e comando de facções criminosas. A estratégia envolve o mapeamento eletrônico de sinais clandestinos, a atuação direcionada sobre os dispositivos e a inutilização definitiva dos aparelhos por meio do cancelamento do IMEI em nível nacional, impedindo a reutilização dos equipamentos.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul







