Mulher é denunciada por arremessar cachorra de ponte com patas e boca amarradas em Joinville
Caso de maus-tratos envolve denunciação pela 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville; independe de raça e causa comoção nas redes

Um caso que chocou moradores de Joinville ganhou desdobramentos na Justiça. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma mulher por maus-tratos contra uma cachorra arremessada de uma ponte dentro de um saco plástico, com a boca e as patas amarradas.
A denúncia, apresentada pela 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, descreve uma sequência de atos que demonstram crueldade contra o animal. A ação penal pública pede a condenação da investigada pelos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, além do pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil pelos danos causados à cachorra.
O Ministério Público também solicitou o perdimento dos bens utilizados na prática do crime, incluindo a bicicleta elétrica que teria sido usada para transportar o animal até o local do abandono. A denúncia ainda aguarda análise da Justiça.
Relembre o caso
Segundo a acusação, o ocorrido foi em 25 de março de 2025. A cachorra, sem raça definida, teria sido lançada do alto de uma ponte entre os bairros Comasa e Espinheiros, presa dentro de um saco plástico, com a boca e as patas amarradas.
A intenção, conforme a denúncia, era provocar a morte da cachorra. Ela foi arremessada em uma área de mangue de difícil acesso. O desfecho não foi imediato porque o animal foi encontrado por pessoas que acionaram o resgate.
Estado de saúde e desfecho
Ao receber atendimento veterinário, a cachorra apresentava lesões na cabeça, hematomas, sinais de negligência e infestação por parasitas. Também foi diagnosticada com cinomose, exigindo tratamento especializado. O Ministério Público sustenta que a responsável já deixava de fornecer cuidados básicos à saúde do animal antes do episódio.
Após semanas de luta pela sobrevivência, a cachorra morreu no dia sábado, 31 de maio. A Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz afirmou que os elementos indicam intenção de matar o animal e destacou que o caso envolve abandono, negligência e violência extrema.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)







