Operação Falso Patrão combate lavagem de dinheiro em Passo Fundo
Ação da Polícia Civil resultou em 12 prisões, bloqueio de 54 contas bancárias e apreensão de 22 veículos avaliados em quase R$ 2,9 milhões

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 19 de junho, a Operação Falso Patrão, com o objetivo de combater crimes de lavagem de dinheiro em Passo Fundo.
A ofensiva resultou no cumprimento de 12 mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão, sendo 19 em Passo Fundo e um em Ernestina, além do bloqueio de 54 contas bancárias e do sequestro de valores por meio do sistema Sisbajud. Também foram apreendidos 22 veículos, avaliados em R$ 2.899.000,00. Ao todo, 12 pessoas foram presas durante a ação.
Segundo o delegado Venicios Demartini, a investigação teve como foco a apuração do crime de lavagem de dinheiro praticado por integrantes de um grupo criminoso atuante no município. Os elementos reunidos durante as diligências indicaram que os valores movimentados pelos investigados teriam origem em atividades ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico.
Por meio de técnicas especiais de investigação, análise de dados bancários, fiscais e patrimoniais, além de outras diligências de inteligência policial, foi possível identificar um esquema de ocultação e dissimulação da origem, movimentação e propriedade de recursos provenientes da atividade criminosa.
A investigação também apontou a existência de uma estrutura organizada voltada à inserção de valores ilícitos no sistema financeiro formal, com o objetivo de dar aparência de legalidade ao patrimônio acumulado pelos investigados.
“O conjunto probatório produzido pela investigação qualificada forneceu subsídios consistentes para a representação de diversas medidas cautelares, posteriormente deferidas pelo Poder Judiciário. Entre elas, destacam-se o decreto de 12 prisões preventivas e a expedição de 20 mandados de busca e apreensão, medidas consideradas essenciais para a interrupção das atividades criminosas e para o aprofundamento das investigações”, destacou o delegado.
Além das medidas pessoais, foram deferidas restrições patrimoniais destinadas à descapitalização da organização criminosa, incluindo a apreensão de veículos e o bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados.
“As medidas visam preservar ativos oriundos da prática criminosa, impedir a continuidade da movimentação financeira ilícita e viabilizar eventual reparação dos danos causados pelas infrações penais investigadas”, complementou Demartini.
Mais de 100 policiais civis foram empregados na operação, que contou com o apoio das delegacias da 6ª DPRI de Passo Fundo e das regionais de Carazinho, Soledade, Lagoa Vermelha, Erechim, Cruz Alta e Palmeira das Missões.
Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul







