Operação Rastrum mira lavagem de dinheiro em nove municípios do RS
Ação da Polícia Civil e da Polícia Penal investiga núcleo financeiro de organização criminosa que teria movimentado quase R$ 16 milhões
A Polícia Civil, em ação conjunta com a Polícia Penal, deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a Operação Rastrum em nove municípios do Rio Grande do Sul. A ofensiva é resultado de uma investigação sobre lavagem de capitais, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Erechim, iniciada em setembro de 2025.
A ação busca desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa que atua dentro e fora do sistema prisional gaúcho, por meio do tráfico de drogas e do cometimento de homicídios. Ao todo, foram cumpridas 24 ordens judiciais em Erechim, Passo Fundo, Roca Sales, Teutônia, Vale Real, Charqueadas, Canoas, Porto Alegre e Alvorada.
Seis apenados de três casas prisionais, localizadas em Charqueadas, Canoas e Erechim, também foram alvo das buscas, cumpridas por operadores da Polícia Penal. A operação contou ainda com a participação de agentes vinculados à Operação Nacional Brasil Contra o Crime Organizado/Divisas.
Durante o cumprimento das ordens judiciais em Erechim, os policiais civis localizaram e apreenderam duas armas de fogo, munições de calibres diversos, entorpecentes, celulares e grande quantidade de documentos, que irão subsidiar a continuidade das investigações.
Também foram apreendidos quatro veículos avaliados em mais de R$ 215 mil, vinculados à lavagem de dinheiro ilícito. No Presídio de Erechim, policiais penais localizaram e apreenderam entorpecentes e celulares ligados às celas de alguns dos investigados.
Em Porto Alegre, Alvorada, Passo Fundo, Roca Sales e Teutônia, foram apreendidos celulares e documentos relacionados aos investigados. Já em Vale Real, a Polícia Civil encontrou significativa quantidade de entorpecentes em dois endereços alvos das buscas. Um homem de 31 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas.
Nos presídios de Canoas e Charqueadas, nada de irregular foi localizado nas celas dos investigados.
Segundo a Polícia Civil, as instituições financeiras utilizadas para movimentar o dinheiro do grupo ainda devem se manifestar para permitir a quantificação dos recursos efetivamente bloqueados e sequestrados, que poderão chegar a R$ 16 milhões.
A investigação apontou que operadores financeiros do grupo criminoso teriam usado contas pessoais e de familiares para lavar quase R$ 16 milhões entre 2023 e 2025, valores oriundos principalmente do tráfico de drogas. A organização investigada teria como liderança um apenado da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.
Além das buscas, o Poder Judiciário, por meio da 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, determinou o bloqueio de dezenas de contas bancárias ligadas a 20 alvos da operação, além do sequestro dos valores ilícitos disponíveis. Também foi autorizada a apreensão de sete veículos, entre automóveis e motocicletas.
Participaram da operação aproximadamente 90 policiais civis e mais de 50 policiais penais.
Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul
