Participação voluntária de Leite na CPI das concessões marca defesa do modelo rodoviário no RS

Governador esteve na Assembleia Legislativa e afirmou que concessões são necessárias para superar déficit histórico de infraestrutura no Estado

O governador Eduardo Leite participou, de forma voluntária, da reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito das concessões rodoviárias, na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira, 8 de junho. Durante o encontro, ele defendeu a regularidade dos processos conduzidos pelo Estado e sustentou que as concessões são o caminho para ampliar investimentos em infraestrutura no Rio Grande do Sul.

Segundo o governo estadual, a presença ocorreu por iniciativa do próprio governador, que solicitou espaço para se manifestar antes mesmo de qualquer convite formal. Leite afirmou que decidiu comparecer ao Parlamento para prestar esclarecimentos e apresentar os motivos que levaram o Executivo a estruturar os projetos de concessão.

“Este governo nunca se furtou ao debate dos temas mais sensíveis do Estado. Não me escondi atrás de qualquer prerrogativa. Vim porque acredito no diálogo e porque considero importante esclarecer à sociedade e aos seus representantes as razões das decisões que estamos tomando”, afirmou o governador.

Durante a exposição, Leite destacou que o Estado enfrenta limitações fiscais que restringem sua capacidade de investimento. Conforme apresentado, cerca de 90% do orçamento estadual está comprometido com despesas obrigatórias, como pagamento de pessoal, aposentadorias, saúde, educação e serviço da dívida pública.

O governador também afirmou que as concessões permitem acelerar obras que o Estado não conseguiria executar sozinho. Ele citou como exemplo os contratos da RSC-287 e do Bloco 3, que devem entregar cerca de 250 quilômetros de rodovias duplicadas ao final do décimo ano de concessão.

Leite ainda defendeu que os processos passaram por consultas públicas, audiências e análise do Tribunal de Contas do Estado, reforçando a legalidade e a transparência das modelagens adotadas.

“A discussão central não é sobre pedágio. É sobre saber se queremos ou não as obras, as duplicações, os acostamentos, as terceiras faixas e as melhorias que nossa população espera há décadas”, declarou.

Ao encerrar a participação na CPI, o governador reafirmou que o Rio Grande do Sul precisa avançar na agenda de concessões para superar um déficit histórico de infraestrutura e melhorar a competitividade da economia gaúcha.

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