O Rio Grande do Sul ampliou o número de ambulatórios especializados em feridas crônicas e complexas a partir de investimentos do SUS Gaúcho. Em 2025, foram repassados R$ 2,42 milhões a mais para quatro serviços voltados ao atendimento de pacientes com lesões que não cicatrizam no tempo esperado, geralmente após quatro a seis semanas.
Ao longo de 2026, outros cinco novos serviços foram habilitados, elevando o repasse anual para R$ 19,36 milhões. De janeiro a maio deste ano, 1.136 pacientes já foram atendidos nos ambulatórios.
A porta de entrada para o atendimento é a Atenção Primária à Saúde, por meio de encaminhamento realizado exclusivamente pelo sistema de gerenciamento de consultas do Estado, o Gercon. Os serviços funcionam em caráter eletivo e ambulatorial, sem necessidade de internação hospitalar.
As ações assistenciais são realizadas por equipes multiprofissionais, compostas por, no mínimo, médico cirurgião vascular, enfermeiro, técnico de enfermagem, nutricionista e assistente social. Cada ambulatório tem como meta realizar 40 novas consultas mensais, além dos atendimentos de acompanhamento.
Integram a rede os ambulatórios do Hospital São Francisco de Assis, em Parobé; Hospital Santa Cruz, em Santa Cruz do Sul; Santa Casa de Rio Grande, em Rio Grande; Associação Cristã de Deficientes, em Passo Fundo; Hospital São Carlos, em Farroupilha; Santa Casa de Alegrete, em Alegrete; Hospital Santo Antônio, em São Francisco de Assis; Hospital São Francisco de Paula, em Cruz Alta; e Fidene/Unijuí, em Ijuí.
Os pacientes encaminhados são aqueles com feridas crônicas e/ou complexas, classificados com risco alto ou muito alto. O número de usuários agendados para a primeira consulta passou de 187 em outubro de 2025 para 218 em maio de 2026.
Em Parobé, o Centro Especializado em Lesões de Pele, vinculado ao ambulatório de feridas crônicas, tem contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Uma moradora de Taquara, no Vale do Paranhana, relatou que chegou ao serviço em março de 2025, após conviver por quatro anos com dores e uma lesão persistente.
Após acompanhamento com curativos, aplicação de laser e atendimento multiprofissional, a paciente recebeu alta em maio de 2026 e destacou a importância do tratamento para recuperar conforto e qualidade de vida.
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul








