Polícia indicia três instrutores por morte em salto de rope jump em Limeira
Jovem de 21 anos foi lançada da Ponte do Esqueleto sem corda conectada, segundo a investigação da Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o primeiro inquérito sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. Três instrutores diretamente ligados ao salto foram indiciados por homicídio com dolo eventual e seguem presos preventivamente no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.
O caso ocorreu após a jovem sair de Jandira, na Grande São Paulo, para participar da atividade organizada na ponte. Conforme a apuração, Maria Eduarda foi levada até a plataforma e lançada sem que o equipamento de segurança estivesse conectado. Imagens citadas no boletim de ocorrência mostram integrantes da equipe erguendo a vítima antes do salto, enquanto pessoas que acompanhavam a cena perceberam a ausência da corda logo depois.
Além dos três indiciados, um segundo inquérito investiga a possível participação indireta de outras pessoas ligadas ao grupo responsável pelos saltos. Três suspeitos foram presos no sábado (20), em Limeira, Indaiatuba e no Rio de Janeiro. Outros dois integrantes do grupo permanecem em liberdade, pois, segundo a delegada responsável, não usavam uniforme da equipe, não tentaram fugir, prestaram socorro e acionaram o Samu.
As defesas contestam o enquadramento adotado pela polícia. Representantes de dois investigados afirmam que o caso deveria ser tratado como homicídio culposo, alegando que não houve intenção nem aceitação do risco de matar. Já a defesa do terceiro informou que ainda não teve acesso integral ao inquérito e apontou divergências técnicas sobre a caracterização de dolo eventual.







