Seis integrantes de uma equipe de resgate ficaram feridos durante uma operação para retirar gatos de um apartamento em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. O caso ganhou repercussão após um laudo técnico apontar que os profissionais precisaram de atendimento médico por causa das lesões sofridas durante o resgate.

Segundo o relatório, o imóvel apresentava condições extremas de insalubridade, com forte odor, grande quantidade de fezes espalhadas pelos cômodos e dezenas de gatos vivendo em situação precária. Alguns animais estavam escondidos entre móveis, enquanto outros apresentavam comportamento agressivo devido ao estresse.

Os técnicos identificaram gatos com ferimentos graves, sinais de desnutrição, diarreia, verminoses, infestação de pulgas e piolhos, além de suspeita de doenças transmissíveis. A situação foi considerada grave, com risco real para as equipes envolvidas na operação.

De acordo com as autoridades, o apartamento já vinha sendo monitorado há anos. A moradora, uma idosa de 73 anos, teria começado com apenas um casal de gatos há cerca de uma década. Sem controle populacional, os animais se multiplicaram rapidamente. Em uma contagem anterior, mais de 400 gatos foram registrados no local.

Diante do cenário, a Justiça determinou a retirada gradual dos animais, com prioridade para os casos mais graves. Os gatos serão encaminhados para avaliação veterinária, tratamento, vacinação, castração e posterior adoção responsável.

Além da proteção aos animais, a decisão também prevê acompanhamento psicossocial para a moradora, tratando o caso também como uma questão de saúde pública e assistência social.