Terremotos em sequência geram alerta, mas especialistas descartam ligação entre os casos

Abalos registrados na Venezuela, Japão e Estados Unidos ocorreram em poucas horas, porém têm origens tectônicas diferentes

Uma série de terremotos registrada em curto intervalo chamou atenção nesta quarta-feira, 24 de junho, após abalos de magnitude superior a 5 serem identificados na Venezuela, no Japão e nos Estados Unidos. Na Califórnia, foi registrado um tremor de magnitude 5,6; no norte venezuelano, dois terremotos mais fortes atingiram 7,2 e 7,5; e, cerca de meia hora depois, um novo evento de magnitude 6,9 ocorreu no Japão.

Apesar da proximidade entre os horários, especialistas do Serviço Geológico Britânico afirmam que não há evidências de conexão entre os fenômenos. Segundo os pesquisadores, cada terremoto teve origem em sistemas tectônicos distintos: os tremores na Venezuela estão relacionados à placa do Caribe, o abalo no Japão envolve a interação entre as placas do Pacífico e de Okhotsk, enquanto o evento na Califórnia está ligado às falhas geológicas da região, incluindo a conhecida Falha de San Andreas.

Embora a coincidência tenha provocado especulações nas redes sociais, cientistas explicam que eventos assim podem ocorrer sem relação física entre eles. Dados internacionais indicam que o planeta registra, em média, cerca de 100 terremotos por ano com magnitude entre 6 e 7, além de 10 a 15 abalos entre 7 e 8. Os especialistas conseguem apontar áreas com maior risco sísmico, mas ainda não é possível prever com precisão quando um terremoto acontecerá, o que ajuda a explicar por que sequências como essa costumam despertar preocupação pública.

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