Após perder casa em tornado, família de Giruá vira alvo de golpes e saques
Campanha para reconstruir o imóvel teria atraído criminosos, enquanto desconhecidos foram vistos procurando objetos de valor entre os destroços
Ainda abalada pela destruição provocada pelo tornado que atingiu Giruá na terça-feira (28), a família Amaral passou a enfrentar uma nova sequência de problemas. Depois de divulgar uma arrecadação para recuperar a casa e repor roupas, móveis e outros bens, os familiares afirmam ter recebido ameaças e pedidos de dinheiro enviados por golpistas. Os criminosos teriam usado inicialmente o nome de uma facção e, mais tarde, fingido representar a Brigada Militar.
A situação também se agravou no local onde ficavam as moradias da família. Segundo Diandro, irmão de Diele, pessoas foram flagradas vasculhando os escombros em busca de joias e outros objetos de valor, inclusive na área que correspondia ao quarto da irmã. A família procurou a polícia após as mensagens de extorsão e foi informada de que se tratava de uma fraude. A Polícia Civil declarou, porém, que até a tarde desta sexta-feira (31) não havia recebido ocorrência sobre o caso na Delegacia de Giruá.
O tornado passou por Giruá, Senador Salgado Filho e Sete de Setembro por volta das 18h25min, associado a uma supercélula. Conforme a Defesa Civil, ao menos 15 casas sofreram danos severos, 30 pessoas ficaram desalojadas e quatro se feriram. Na propriedade dos Amaral, seis pessoas viviam em três residências no mesmo terreno, entre elas uma criança de três anos e Nilda Paz do Amaral, de 86 anos. Mesmo diante das ameaças e tentativas de saque, os parentes dizem que continuam recebendo apoio por meio da campanha de doações e destacam que a solidariedade tem superado as ações criminosas.
