O tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. A homenagem está prevista na Lei nº 15.447/2026, que determina a inscrição do nome do ex-piloto no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

A legislação foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, 1º de julho. O reconhecimento considera a trajetória de Senna no automobilismo e o legado esportivo e social deixado pelo brasileiro.

A homenagem teve origem no Projeto de Lei nº 789/2024, apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes. O texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru e foi aprovado pela Comissão de Esporte do Senado.

Como a decisão ocorreu em caráter terminativo, a proposta não precisou ser votada no plenário antes de seguir para sanção presidencial.

Criado em 1992, o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria homenageia personalidades que tiveram papel relevante na construção, na defesa ou na representação do Brasil. Os nomes são registrados em um livro de aço mantido no Panteão da Pátria, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Ayrton Senna conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991. Ao longo da carreira, venceu 41 Grandes Prêmios e se tornou um dos maiores nomes da história do automobilismo.

O piloto morreu na domingo, 1º de maio, aos 34 anos, após um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.

O reconhecimento também considera o legado social ligado ao nome do piloto. Após sua morte, foi criado o Instituto Ayrton Senna, responsável por desenvolver iniciativas educacionais voltadas a crianças e jovens.

Em manifestação pública, a instituição afirmou ter recebido a homenagem com honra e gratidão, destacando que o legado de Senna ultrapassa as pistas.

O ex-piloto já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro por meio de uma lei federal sancionada em 2023. Com a nova homenagem, seu nome passa a integrar oficialmente a lista de personalidades consideradas fundamentais para a história do país.

Fonte: Visor Notícias, Senado Federal e Instituto Ayrton Senna.