EUA autorizam teste de espelho espacial capaz de iluminar áreas da Terra à noite
Satélite experimental terá estrutura refletora de 18 metros e pretende direcionar a luz solar para pontos específicos do planeta
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos autorizou o lançamento do Eärendil-1, satélite experimental equipado com um espelho espacial capaz de refletir a luz do Sol em direção à Terra durante a noite. O projeto é desenvolvido pela startup californiana Reflect Orbital.
A autorização é limitada ao lançamento e à operação de um único satélite de demonstração, e não representa a aprovação de toda a constelação planejada pela empresa. O equipamento deverá operar em órbita baixa, a aproximadamente 625 quilômetros de altitude, utilizando uma superfície refletora ultrafina de cerca de 18 metros.
Segundo a empresa, o feixe poderá iluminar temporariamente uma área de até seis quilômetros de extensão. A tecnologia é apresentada como uma forma de prolongar a geração de energia solar após o anoitecer, além de auxiliar operações de busca e resgate, trabalhos de construção e atendimentos em regiões atingidas por desastres.
A Reflect Orbital pretende testar a capacidade de controlar a direção, a intensidade e o tempo de exposição da luz. Em longo prazo, a companhia planeja colocar milhares de espelhos em órbita, mas qualquer ampliação ainda dependerá de novas autorizações e dos resultados obtidos durante a missão experimental.
O projeto enfrenta críticas de astrônomos e organizações ambientais. Especialistas alertam que a luz refletida poderá aumentar a poluição luminosa, prejudicar observações astronômicas e interferir no comportamento de animais noturnos. Também existem preocupações relacionadas à segurança da aviação e ao crescimento da quantidade de equipamentos em órbita.
A empresa afirma que o sistema poderá ser desligado rapidamente e que evitará direcionar a iluminação para observatórios, aeroportos e áreas ambientalmente sensíveis. O lançamento do primeiro teste está previsto para ocorrer ainda em 2026.
Fonte: Federal Communications Commission, Reflect Orbital, Space.com, Wired e The Verge.
