Governo do RS amplia estrutura da Defesa Civil para enfrentar eventos meteorológicos extremos
Reforço de equipes, novas estações de monitoramento, radar meteorológico e investimentos nos municípios fortalecem a prevenção e a resposta a desastres no Rio Grande do Sul
O governo do Rio Grande do Sul ampliou a estrutura da Defesa Civil Estadual para fortalecer a preparação, o monitoramento e a resposta a eventos meteorológicos extremos. As ações fazem parte de um conjunto de investimentos voltados à prevenção de desastres, especialmente diante da possibilidade de aumento no volume de chuvas na Região Sul com o El Niño 2026/2027.
As iniciativas integram o Plano Rio Grande e o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), lançado em junho. O processo de fortalecimento teve início após as inundações de 2024, com foco em ampliar a capacidade do Estado de antecipar riscos, apoiar municípios e reduzir impactos à população.
Segundo o governador Eduardo Leite, o Estado trabalha de forma intensiva para proteger os gaúchos e garantir respostas mais rápidas diante de fenômenos climáticos. “O governo do Estado está fazendo tudo o que está ao seu alcance para proteger os gaúchos e dar a devida resposta para esses fenômenos climáticos”, afirmou.
Entre as principais medidas está o reforço da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec). Nos últimos dois anos, a equipe foi quadruplicada e atualmente conta com 163 servidores militares e civis, além de profissionais especializados em áreas como meteorologia, hidrologia, geoprocessamento, engenharia, tecnologia da informação, comunicação social e estatística.
A frota da Defesa Civil também foi ampliada. Em 2025, foram incorporados 71 novos veículos, incluindo caminhonetes, automóveis, micro-ônibus e caminhão-guincho, distribuídos entre as dez Coordenadorias Regionais e departamentos da Defesa Civil para atuação em operações de monitoramento, logística e atendimento durante emergências.
Outra frente de atuação é a modernização do monitoramento hidrometeorológico. O Estado contratou 130 novas estações automáticas, das quais 129 já estão instaladas, cobrindo as 25 bacias hidrográficas gaúchas. Os equipamentos enviam dados a cada 15 segundos sobre nível dos rios, chuva, vento, temperatura, umidade e pressão atmosférica, auxiliando na emissão de alertas e na tomada de decisões.
O sistema é complementado por estudos de modelagem hidrodinâmica, que permitem simular o comportamento das águas, prever níveis dos rios e identificar áreas com risco de inundação. Também foi concluído o mapeamento de manchas de inundação em 60 municípios prioritários, além da identificação de áreas vulneráveis a enxurradas e escorregamentos.
O Rio Grande do Sul conta ainda com um radar meteorológico instalado em Porto Alegre, com cobertura de mais de 150 quilômetros de raio. O Estado também trabalha para implantar outros três radares nas regiões Norte, Sul e Oeste, o que deve permitir a cobertura de todo o território gaúcho.
Nos municípios, o avanço também é destacado. Em 2026, todos os 497 municípios gaúchos passaram a contar com Plano de Contingência, documento que organiza as ações locais de resposta a emergências. Em 2023, 88% das cidades ainda não possuíam esse instrumento.
O governo também prevê R$ 32,9 milhões em repasses pelo Fundo Estadual de Defesa Civil para ações de preparação e mitigação, na modalidade fundo a fundo. Além disso, 73 municípios atingidos pelas inundações de 2024 receberão veículos, geradores e equipamentos de comunicação para ampliar a capacidade operacional.
As ações seguem em expansão. Em Porto Alegre, estão em construção o Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastre e o Centro de Logística Humanitária. Também estão previstas a implantação de centros regionais de gestão de riscos, a ampliação da rede de radares meteorológicos e o fortalecimento da Rede de Voluntariado da Defesa Civil.
Com os investimentos, o governo busca consolidar uma estrutura permanente de prevenção e resposta, tornando o Rio Grande do Sul mais preparado para enfrentar eventos climáticos extremos.
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul
