A Justiça decretou, na terça-feira, 7 de julho, a prisão preventiva de um homem investigado por maus-tratos a animais em Cruz Alta, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).

O caso foi encaminhado após fiscalização realizada na segunda-feira, 6 de julho, pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM) e pela Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal. No local, foram encontrados cães, filhotes de gatos, galinhas e galos em condições consideradas incompatíveis com os padrões mínimos de bem-estar animal.

Conforme o MPRS, os fiscais constataram que os cães estavam sem acesso adequado à água e alimentação, presos por correntes ou mantidos em espaços inadequados. Alguns animais apresentavam sinais de debilidade e falta de atendimento veterinário.

Dois filhotes de gatos também foram resgatados em condições nutricionais precárias. No imóvel, os agentes ainda localizaram animais mortos e um ambiente com acúmulo de resíduos, o que representava risco sanitário.

A operação também identificou indícios de realização de rinhas de galos. Foram apreendidos materiais associados a esse tipo de prática ilegal, e os órgãos de fiscalização apontaram a existência de uma possível estrutura destinada à atividade.

Para a promotora de Justiça Anamaria Thomaz, a decisão representa uma resposta importante do poder público contra crimes de crueldade animal. Segundo ela, a atuação integrada dos órgãos de fiscalização foi fundamental para identificar a situação e garantir a proteção dos animais.

A prisão preventiva, conforme o MPRS, reforça a gravidade dos fatos investigados e busca prevenir a repetição das condutas.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul