Lula diz que quem “se meter” nas eleições brasileiras “vai apanhar muito”
Declaração ocorreu durante convenção do PT em São Paulo, após governo brasileiro negar vistos a funcionários dos Estados Unidos que pretendiam vir ao país antes das eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado, 25 de julho, que não aceitará interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A declaração foi feita durante a convenção estadual do PT em São Paulo, que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista.
Durante o discurso, Lula afirmou que “quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras vai apanhar muito aqui nas eleições”, acrescentando que caberá aos eleitores brasileiros decidir o futuro do país.
O presidente também voltou a defender a soberania nacional e afirmou que o Brasil pretende manter relações diplomáticas com diferentes países, priorizando a paz e a cooperação internacional.
A manifestação ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores negar pedidos de visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Riley M. Barnes e Samuel Samson.
Segundo informações publicadas pelo jornal norte-americano The Washington Post e reproduzidas pelo portal g1, os dois fariam parte de uma missão relacionada ao acompanhamento e questionamento da integridade do sistema eleitoral brasileiro. A viagem estaria prevista para ocorrer poucas semanas antes das eleições presidenciais, marcadas para domingo, 4 de outubro.
O governo brasileiro teria considerado o caráter da missão incomum e optado por não conceder os vistos.
O tema também ganhou repercussão após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participar de uma reunião privada com representantes de dezenas de países. Durante o encontro, ele defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar o processo eleitoral brasileiro.
Segundo a reportagem, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram a iniciativa estrangeira como inadequada e entenderam que questões relacionadas ao processo eleitoral brasileiro devem ser tratadas pelas instituições nacionais competentes.
Fonte: Jornal O Sul, com informações do portal g1
