A Polícia Civil prendeu preventivamente, na madrugada de sábado, 18 de julho, uma mulher de 33 anos investigada pela morte do filho, de 1 ano e seis meses, no bairro Fragata, em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul.

A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após a Justiça aceitar o pedido apresentado pela investigação na noite de sexta-feira, 17 de julho. Depois dos procedimentos na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento, a suspeita foi encaminhada à Penitenciária Estadual de Rio Grande.

Segundo a polícia, a medida foi solicitada devido à gravidade das lesões identificadas na criança, ao risco de fuga e ao fato de a mulher não ter comparecido ao velório do filho.

Perícia contrariou relato inicial

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela própria mãe na residência da família. Quando os socorristas chegaram, a criança já estava sem vida.

Em depoimento inicial, a mulher afirmou que o menino estava doente havia quatro dias, apresentava dificuldades para se alimentar e teria se engasgado com leite. No entanto, o laudo preliminar da necropsia indicou uma lesão craniana compatível com traumatismo, contrariando essa versão.

De acordo com a delegada Lisiane Mattarredona, titular da DPCA, os elementos reunidos até o momento, especialmente a prova pericial, não confirmaram a hipótese de engasgo.

Polícia apura maus-tratos e negligência

Durante os primeiros levantamentos, policiais e peritos identificaram sinais recentes e antigos de violência no corpo da criança. As autoridades também classificaram o ambiente onde o menino vivia como insalubre e inadequado.

Testemunhas relataram à polícia possíveis episódios de agressão e negligência. Conforme a investigação, a falta de atendimento médico diante do estado de saúde da criança também pode ter contribuído para a morte.

Diante dos indícios, o caso foi inicialmente enquadrado como maus-tratos com resultado morte.

A DPCA tem prazo legal de dez dias para concluir o inquérito. Familiares e novas testemunhas ainda deverão ser ouvidos, enquanto a polícia aguarda o laudo definitivo de necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Fonte: Gaúcha ZH