Maior cobertura vacinal contribui para redução nas internações em Veranópolis, avalia Secretaria da Saúde
Adesão superou a registrada no ano passado e, segundo a Secretaria da Saúde, ajudou a evitar o crescimento de internações e complicações respiratórias
A maior adesão à vacinação é apontada como um dos fatores que contribuíram para um inverno menos severo na rede de saúde de Veranópolis. Embora o município tenha registrado internações e casos respiratórios complexos, a demanda permaneceu dentro do esperado e não exigiu o acionamento do comitê de crise, como ocorreu no ano passado.
Em junho, as unidades de saúde realizaram quase 7 mil atendimentos, dos quais cerca de 5,3 mil foram consultas médicas. Mesmo durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, as infecções das vias aéreas e os casos de influenza apareceram entre o quinto e o sétimo motivos de procura pelos serviços.
Segundo a secretária municipal da Saúde, Évelin Kasmirscki Ranghetti, em entrevista à Studio, a procura pela vacinação foi maior entre os públicos prioritários no início da campanha. A avaliação da pasta é de que a proteção ajudou a reduzir o agravamento dos casos e a pressão sobre os serviços.
— Em comparação com o ano passado, este ano foi um pouco mais leve. Tivemos internações e casos mais complicados, mas nada fora dos padrões que imaginávamos. Não foi necessário acionar o comitê de crise — afirma.
Em 2025, o grupo precisou ser mobilizado diante do crescimento das internações. Neste ano, o município manteve o horário regular das unidades, sem necessidade de ampliar o atendimento até a noite. A oferta de consultas, no entanto, foi reforçada para evitar a sobrecarga.
Vacinação conta com busca ativa
Considerando todas as vacinas do calendário, cerca de 3 mil doses foram aplicadas em Veranópolis somente em junho. O atendimento alcançou quase 2 mil pessoas, entre elas 150 crianças e 302 idosos. Agentes comunitários também realizam busca ativa para identificar moradores com doses em atraso.
— A atuação dos agentes é muito importante para disseminar a informação sobre a necessidade de manter as vacinas atualizadas. Temos uma cobertura importante e uma boa adesão da população ao calendário vacinal — destaca Évelin.
Envio em lotes menores dificultou oferta
Apesar do resultado positivo, o envio fracionado das vacinas contra a gripe dificultou o andamento da campanha. Segundo a secretária, os lotes chegaram mais cedo do que no ano anterior, mas continham quantidades menores. A Campanha de Vacinação contra a Gripe começou, nacionalmente, em 28 de março.
A maior procura ocorreu quando as doses ainda estavam restritas aos grupos prioritários. Quando a vacinação foi liberada para o público em geral, a demanda já havia diminuído.
— O Ministério da Saúde deveria enviar as doses com mais antecedência para que, no período de frio e de maior probabilidade de contaminação, as pessoas já estivessem protegidas. Os lotes menores acabam prejudicando essa proteção — avalia.
Mesmo com as limitações na distribuição, a Secretaria da Saúde não identificou números expressivos de contaminações, transferências hospitalares ou complicações causadas pela influenza.
