Cerca de 300 trabalhadores participaram de uma assembleia neste sábado, 11 de julho, e decidiram continuar as ações de pressão pelo dissídio coletivo de 2026 em Caxias do Sul. A categoria rejeitou a oferta do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), que propõe apenas 0,58% de ganho real acima da reposição da inflação medida pelo INPC. Os metalúrgicos reivindicam 2% de aumento real, além da recomposição das perdas inflacionárias, e prometem manter as mobilizações e assembleias diretamente nas portas das fábricas da região, já que a entidade patronal não apresentou nova contraproposta.

Antes da votação, dados apresentados pelo economista Davi Fiaklow apontaram crescimento tanto na produtividade quanto na lucratividade das empresas do setor, o que fundamenta o pedido da categoria. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Paulo Andrade, destacou que a união dos trabalhadores é fundamental para avançar rumo a um acordo justo. A data-base da categoria expirou em 1º de junho e as negociações seguem sem uma definição.

Além do reajuste salarial, a pauta de reivindicações da categoria contempla a elevação do piso salarial para R$ 3,5 mil, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a proibição de instalação de câmeras nas linhas de produção.