Alexandre de Moraes negou o pedido para que Javier Milei visitasse Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. A decisão foi divulgada neste sábado, 18 de julho, e se baseia na suspensão temporária das visitas ao ex-presidente brasileiro, medida que permite apenas a entrada de advogados, médicos e fisioterapeutas durante o período de 30 dias.

O encontro estava previsto para 25 de julho, quando Milei viria ao Brasil para manifestar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. De acordo com a decisão, a natureza política da agenda também entra em conflito com as restrições impostas, que proíbem visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026.

A limitação foi determinada após Moraes entender que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao produzir uma carta posteriormente divulgada por Flávio Bolsonaro. Embora tenha reconhecido a infração, o ministro considerou que o episódio não justificava a revogação da prisão domiciliar. Permanecem válidas, ainda, a proibição de manifestações políticas por intermédio de terceiros e as demais condições estabelecidas pelo STF.