Prêmio de R$ 29 milhões segue bloqueado enquanto disputa por bilhete avança na Justiça
Ex-funcionária de lotérica afirma estar há três anos sem conseguir emprego, enquanto processos criminal e cível tentam definir a origem e a propriedade da aposta.
O caso começou em agosto de 2023, depois que uma aposta da Mega-Sena feita em uma lotérica de Sinop, no Mato Grosso, precisou ser reimpressa por causa de uma falha no comprovante. A cliente recebeu o novo bilhete e posteriormente retirou sua parte da premiação, enquanto o primeiro documento permaneceu guardado no estabelecimento. O valor disputado, de R$ 29.058.128,28, continua indisponível até uma decisão definitiva.
Segundo a acusação, a então funcionária teria retirado o comprovante do cofre após a divulgação do resultado, e ela e o marido pediram demissão no dia seguinte. Mais tarde, o homem declarou ser o verdadeiro dono da aposta e tentou receber o prêmio. A defesa nega irregularidades e sustenta que o bilhete havia sido pago pela própria trabalhadora, procedimento que, conforme essa versão, era adotado quando ocorria problema na impressão. Os donos da lotérica contestam a alegação e afirmam que o documento pertencia à empresa.
Além da disputa judicial, a ex-funcionária relata consequências profissionais desde o início do processo. Ela afirma que não consegue retornar ao mercado de trabalho há cerca de três anos, apesar de ter participado de seleções. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido da defesa para transferir o caso à Justiça Federal, mantendo a ação penal na Justiça de Mato Grosso; paralelamente, um processo cível deverá definir quem tem direito ao prêmio.
