Pesquisa aponta que 8 em cada 10 entrevistados reconhecem que sangramento nas fezes e mudança no funcionamento do intestino, por mais de um mês, podem indicar câncer colorretal, mas quase metade prefere adiar a consulta médica.

O levantamento, feito pelo Hospital A. C. Camargo e pela Nexus, ouviram >2 mil pessoas sobre o tema. Entre os respondentes, 9% relataram sangue nas fezes. Desses, 59% buscaram atendimento imediato, enquanto 40% adiaram ou evitaram a consulta.

Em relação ao exame Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), dois terços nunca ouviram falar da prova, considerada principal ferramenta de detecção precoce. Apenas 11% já realizaram o exame; 21% conhecem o procedimento, mas não o fizeram.

A falta de familiaridade com o PSO é mais acentuada entre jovens de 16 a 24 anos, além de ser maior entre homens, pessoas com menor renda e com escolaridade até o ensino fundamental.

O especialista Samuel Aguiar, do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, reforçou a importância de não ignorar sinais como sangramento, alterações no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem explicação. Ele destacou a necessidade de exames preventivos a partir dos 45 anos ou conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, ressaltando o papel de exames simples, como a PSO e a colonoscopia, na detecção da doença em estágio inicial.

Dados do INCA apontam para 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil, para o triênio 2026-2028, tornando-o o segundo tumor com maior incidência no país. O texto cita ainda a morte da cantora Preta Gil, associando a doença ao trajeto de tratamento.

Fonte: Agência Brasil