Tecnologia contra impedimentos promete mudar decisões no futebol brasileiro
CBF avança na instalação do sistema semiautomático, que será usado na Série A e na Copa do Brasil depois da Copa do Mundo de 2026
O futebol brasileiro está prestes a ganhar uma nova camada de precisão nas decisões de arbitragem. A CBF investe cerca de R$ 25 milhões na implantação do impedimento semiautomático, tecnologia já presente em competições de países como Inglaterra, Bélgica e México. O recurso será aplicado nos jogos da Série A do Brasileirão e da Copa do Brasil a partir do segundo semestre, após a pausa provocada pela Copa do Mundo de 2026.
Nos bastidores, a fase atual acontece na Central do VAR, no Rio de Janeiro, onde árbitros e assistentes trabalham na conexão entre o VAR e a SAOT, sigla usada para a tecnologia semiautomática de impedimento. Segundo a Comissão de Arbitragem da CBF, a preparação envolve não apenas os profissionais que usarão o sistema de imediato, mas também todo o quadro técnico, com foco em padronizar procedimentos e treinar a atuação em situações reais de jogo.
O funcionamento combina 16 câmeras capazes de monitorar a bola e os atletas até 50 vezes por segundo, registrando 29 pontos de dados de cada jogador. Quando há possível impedimento, o sistema envia um alerta ao VAR, que revisa o lance antes da decisão final. Em casos mais claros, a versão avançada pode emitir um sinal de áudio aos árbitros de campo, acelerando a marcação. Depois da confirmação, uma animação em 3D pode ser exibida na transmissão e nos telões do estádio para explicar o lance ao público.
