Trabalhadores de fábrica de móveis da Serra Gaúcha divulgam carta aberta contra decretação de falência
Funcionários defendem a continuidade das atividades da empresa, que acumula passivo estimado em R$ 85 milhões e mantém cerca de 100 empregos em Monte Belo do Sul
Cerca de 100 trabalhadores da Ditália Móveis divulgaram uma carta aberta contestando a decretação da falência do grupo moveleiro de Monte Belo do Sul. Os funcionários manifestaram preocupação com a preservação dos empregos e pediram a revisão da decisão judicial, destacando os impactos sociais e econômicos que o encerramento das atividades poderia causar às famílias e à economia regional.
A falência foi decretada após a assembleia de credores rejeitar o plano de recuperação judicial e também descartar a apresentação de uma nova proposta. O grupo acumula passivo estimado em R$ 85 milhões, e a defesa informou que recorrerá às instâncias superiores para tentar reverter a decisão. Segundo o advogado Thiago Crippa Rey, mais de 60% dos credores, considerando todas as classes, já teriam recebido os valores devidos à vista e sem desconto.
Apesar da falência, as operações continuam durante o processo de venda dos ativos, com salários e pagamentos a fornecedores mantidos normalmente. A intenção é alienar toda a estrutura por meio de uma Unidade Produtiva Isolada, permitindo que um comprador assuma as empresas em funcionamento. Interessados poderão apresentar propostas até 30 de setembro, enquanto o grupo, fundado em 1990, mantém atualmente 101 funcionários.
