Três dos quatro réus acusados pela morte do caminhoneiro Luciano Boeira Melos foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Bom Jesus. O julgamento terminou na noite de quarta-feira, 29 de julho, após dois dias de trabalhos.

A sentença foi lida pela juíza Luciana Rech Slaviero Porath, da Vara Judicial da Comarca de Bom Jesus, por volta das 23h. Os três condenados tiveram a prisão determinada para o início imediato do cumprimento das penas em regime fechado. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Felipe Silveira Noronha foi condenado a 20 anos de reclusão e três meses de detenção pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

Flávio Silveira Noronha recebeu a mesma pena: 20 anos de reclusão e três meses de detenção, também por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

Fabiana Ramos Saraiva foi condenada a 18 anos e oito meses de reclusão e três meses de detenção pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual.

Um quarto réu foi absolvido de todas as acusações.

Luciano tinha 27 anos e estava desaparecido desde julho de 2023. Conforme a denúncia, o crime ocorreu entre os dias 26 e 27 daquele mês, após a revelação de um relacionamento extraconjugal envolvendo a vítima e Fabiana.

Ainda segundo a acusação, Luciano foi atraído até uma área rural, onde foi morto. Durante o julgamento, Felipe Noronha confessou a autoria do homicídio e indicou o local onde afirmou ter ocultado o corpo da vítima.

A informação levou as autoridades a cumprirem um mandado de busca e apreensão durante o andamento da sessão do júri, com o objetivo de localizar os restos mortais do caminhoneiro.

Os debates entre acusação e defesa duraram quase nove horas. O Ministério Público pediu a condenação dos réus por todos os crimes descritos na denúncia. A defesa de Felipe solicitou o reconhecimento de homicídio praticado sob domínio de violenta emoção, enquanto os advogados dos demais acusados alegaram insuficiência de provas e pediram absolvição.

Após os debates, os sete jurados se reuniram em sala secreta e responderam aos quesitos apresentados pela magistrada. Em seguida, a sentença foi anunciada.

Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul