A gasolina comum passou a ser comercializada no Brasil com 32% de etanol anidro desde sábado (1º), após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética. O percentual anterior era de 30%, adotado em agosto de 2025. A nova fórmula faz parte da estratégia brasileira de ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir emissões e avançar na transição energética, apoiada em uma política de mistura iniciada no país em 1931.

Na prática, os impactos tendem a aparecer com mais intensidade em automóveis antigos, veículos exclusivamente a gasolina e modelos com carburador. Mecânicos alertam para possível aumento do consumo, perda discreta de rendimento e desgaste de peças sem proteção adequada contra corrosão. Velas de ignição, juntas, componentes metálicos e sistemas de injeção podem exigir manutenção mais frequente, especialmente em carros que circulam pouco e mantêm o mesmo combustível no tanque por longos períodos.

O cenário merece atenção no Rio Grande do Sul, onde apenas 2.419.580 dos 4.688.667 automóveis são flex, segundo o Sincodiv-RS. Embora a maior presença do etanol possa contribuir para reduzir o preço da gasolina nas bombas, sua menor densidade energética pode fazer o veículo rodar menos por litro, levando a abastecimentos mais frequentes. Especialistas ressaltam, porém, que modelos mais recentes costumam se adaptar melhor e que a intensidade dos efeitos depende do ano, da fabricação e das características de cada automóvel.