Ex-diretor da Penitenciária de Rio Grande é condenado a 85 anos de prisão
Ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande recebeu penas que somam 85 anos e perdeu o cargo público
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) divulgou, nesta terça-feira, 4 de agosto, o balanço final da Operação PERG, conduzida pelo 10º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
A conclusão ocorreu após a condenação de um ex-policial penal e ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) a 15 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. Considerando os sete processos relacionados à investigação, as penas aplicadas exclusivamente a ele somam 85 anos e 17 dias de reclusão, além da perda do cargo público.
O ex-diretor foi condenado por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, ingresso de celulares em presídio e delitos envolvendo armas e munições.
Segundo o coordenador do 10º Núcleo Regional do GAECO, Rogério Meirelles Caldas, as investigações apontaram que a estrutura da penitenciária era utilizada para a prática de diversos crimes.
Além do ex-diretor, a segunda fase da operação resultou na condenação de outros seis envolvidos por corrupção ativa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e ingresso de celulares em estabelecimento prisional. As penas desse grupo somam 90 anos, dois meses e seis dias de reclusão.
Com a conclusão das ações penais, as duas fases da Operação PERG resultaram em sete condenados e penas que totalizam 175 anos, dois meses e 23 dias de prisão. Também foram determinados três decretos de perda de cargo público, o confisco de cinco veículos e a apreensão patrimonial de R$ 1,34 milhão em bens.
A Operação PERG foi deflagrada em dezembro de 2022 para investigar uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas e à entrada de celulares e outros materiais ilícitos na penitenciária, inclusive com o uso de drones.
Em julho de 2023, a Operação PERG II aprofundou as apurações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e ingresso de celulares no presídio. A investigação alcançou agentes públicos e integrantes de uma organização criminosa que, conforme o MPRS, atuava a partir da unidade prisional e contribuía para o aumento da violência na região.
Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)
