Governo vai ouvir empresários antes de decidir sobre aplicação da Lei da Reciprocidade contra os EUA
Fazenda afirma que decisão sobre eventuais contramedidas será tomada após análise dos impactos do tarifaço sobre empresas brasileiras e estrangeiras
O governo federal vai ouvir empresários brasileiros e estrangeiros antes de decidir se aplicará medidas previstas na Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos. A informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira, 14 de agosto.
Segundo Durigan, o objetivo é avaliar os possíveis impactos econômicos de eventuais contramedidas em resposta ao aumento de 37,5% nas tarifas sobre determinados produtos brasileiros imposto pelos Estados Unidos.
A decisão sobre a adoção formal de medidas proporcionais será tomada após essa análise. Conforme o ministro, o processo exige a escuta de setores que podem ser diretamente afetados pelas ações do governo brasileiro.
Na quinta-feira, 13 de agosto, o governo federal oficializou a abertura do processo para avaliar a aplicação de medidas de reciprocidade comercial.
Durigan destacou que a legislação foi aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e afirmou que o governo pretende agir com cautela e responsabilidade antes de adotar qualquer medida.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, alega a existência de práticas comerciais consideradas injustas e supostas situações de trabalho forçado para justificar a sobretaxa aplicada a parte das exportações brasileiras.
A Lei nº 15.122, conhecida como Lei da Reciprocidade, estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade econômica do Brasil.
Entre as medidas previstas estão a aplicação de tributos ou taxas, o fim de isenções ou reduções de tarifas de importação e a restrição à entrada de determinados bens ou serviços.
Pela legislação, as contramedidas devem ser aplicadas, sempre que possível, de forma proporcional ao prejuízo econômico causado ao Brasil.
Fonte: Agência Brasil
