O pai de uma atleta de futsal foi preso após atirar contra o carro onde estavam três árbitros depois de uma partida da categoria sub-10, na noite de sexta-feira, 28 de agosto, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina.

Segundo informações reunidas pela arbitragem e pela polícia, o homem, de 41 anos, teria se irritado com uma decisão tomada durante uma partida entre colégios, válida pela Copa LUD de Futsal Sub-10.

Nenhum dos árbitros ficou ferido. O suspeito foi localizado pela Polícia Militar ainda na região e acabou preso.

O jogo teria sido interrompido por volta dos sete minutos depois que um dos árbitros identificou que a goleira de uma das equipes utilizava um brinco. Conforme relatos da arbitragem, o pai de uma atleta que estava no banco de reservas passou a ofender os profissionais e precisou ser retirado do ginásio.

Ele ainda teria retornado ao local, mas foi novamente afastado por pessoas que acompanhavam a partida.

Após o encerramento do jogo, os árbitros deixaram o ginásio de carro. De acordo com o relato de um dos profissionais, o homem teria buscado uma arma e aguardado a equipe do lado de fora.

Ainda segundo o árbitro, o suspeito se aproximou do veículo, fez ameaças de morte e efetuou disparos quando o motorista tentou sair do local. Os três profissionais conseguiram escapar sem ferimentos, embora tenham relatado estado de choque após o episódio.

A Polícia Militar localizou o homem ainda no bairro, no momento em que ele supostamente tentava trocar de veículo. Segundo a corporação, houve resistência durante a abordagem.

Com o suspeito, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, 43 munições e aproximadamente R$ 7 mil em dinheiro. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil junto com o material apreendido.

A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. Conforme as informações divulgadas, o homem possuía registro da arma, mas não autorização para portá-la fora de casa.

Na tarde de sábado, 29 de agosto, a prisão em flagrante foi homologada durante audiência de custódia e convertida em prisão preventiva.

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de Santa Catarina (Sinafesc), a Federação Catarinense de Futebol de Salão (FCFS) e a Liga Urussanguense de Desportos (LUD) repudiaram o episódio.

As entidades defenderam maior segurança para os profissionais da arbitragem e reforçaram que divergências relacionadas às decisões dentro de quadra devem ser resolvidas pelos meios esportivos e legais.

Fonte: NSC