O PT aprovou neste domingo (2), durante uma convenção partidária na capital paulista, a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A decisão foi tomada em uma reunião interna antes de um ato político na Zona Norte de São Paulo. Esta será a sétima participação de Lula em uma eleição presidencial, com uma aliança formada pela Federação PT/PV/PCdoB, PSB, PDT e Federação PSOL/Rede.

A campanha pretende colocar a defesa da soberania nacional no centro do discurso eleitoral, especialmente após o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Integrantes do PT avaliam que o confronto político com o governo de Donald Trump pode favorecer a popularidade do presidente. A legenda também procura associar a família Bolsonaro ao tarifaço e sustenta que ações recentes dos Estados Unidos representariam uma tentativa de influenciar o processo eleitoral brasileiro.

Ao mesmo tempo, a investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, surge como um ponto de desgaste para a candidatura. Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a negociações no Ministério da Saúde sobre cannabis medicinal. O filho do presidente também é citado em apurações ligadas ao caso de desvios no INSS, investigado pela Operação Sem Desconto.