A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta quinta-feira (27), a tia de uma menina de 4 anos que morreu após ser levada sem vida a uma UPA de Porto Alegre, em 17 de agosto. O companheiro da mulher, de 22 anos, já estava preso preventivamente e, conforme a investigação, admitiu ter agredido a criança. O caso é tratado como homicídio doloso, enquanto a polícia aguarda laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.

Segundo a investigação, a tia não teria participado diretamente das agressões, mas teria encontrado a menina em estado crítico e com sinais de violência ao chegar em casa. Ainda de acordo com a Polícia Civil, ela teria permanecido por aproximadamente três horas sem procurar atendimento para a criança. O atestado de óbito apontou politraumatismo como causa da morte. Até a última atualização das informações, a defesa da mulher não havia sido localizada.

A menina vivia havia cerca de dois meses com os tios, depois que a tia assumiu provisoriamente a responsabilidade pela criança em julho, com acompanhamento do Conselho Tutelar. A família já era atendida pela rede de proteção desde abril de 2025, e a guarda havia passado por diferentes responsáveis. Familiares também relataram ter percebido ferimentos no corpo da criança dias antes da morte. A investigação continua, e os procedimentos judiciais relacionados à família tramitam sob segredo de Justiça.