A Câmara Municipal de Caxias do Sul arquivou o pedido de cassação do mandato do prefeito Adiló Didomenico (PSD) apresentado pela vereadora Daiane Mello (PL). A admissibilidade da denúncia foi rejeitada por 15 votos contrários e quatro favoráveis durante a sessão ordinária desta terça-feira, 29 de setembro.

O pedido apontava supostas irregularidades relacionadas ao processo de remoção de famílias da Vila Sapo, no bairro Serrano, com base em procedimentos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE/RS). Os questionamentos envolvem a Lei nº 9.117/2024, que autorizou o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) a repassar R$ 7 milhões à Administração Direta para a aquisição de 20 lotes e construção de 40 casas destinadas às famílias retiradas da localidade.

Antes da votação, a maioria dos vereadores rejeitou um pedido de adiamento apresentado por Rose Frigeri (PT), que solicitava mais uma semana para analisar a denúncia e buscar esclarecimentos junto ao Executivo. Rose, Estela Balardin e Lucas Caregnato, todos do PT, se abstiveram da votação.

Votaram favoravelmente à admissibilidade Hiago Morandi (Novo), Leandro Golin (PL), Ramon Teles (PL) e Sandra Bonetto (Novo). Os demais vereadores participantes votaram contra, com exceção das três abstenções. Daiane Mello não participou da votação por ser autora do pedido e foi substituída pelo suplente Leandro Golin.

Durante a discussão, Juliano Valim (PSD) e Zé Dambrós (PSB) afirmaram haver previsão para o início de obras no Loteamento Oriental em até 15 dias, com o objetivo de viabilizar as moradias destinadas às famílias. Já vereadores favoráveis à admissibilidade defenderam a apuração dos apontamentos relacionados à