Uma inspeção realizada por mergulhadores especializados identificou indícios de uma fissura de maiores proporções e possível deformação estrutural na parte submersa da Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos. A constatação ocorreu no fim da tarde de quinta-feira (24) e levou a Defesa Civil Estadual a intensificar as medidas de segurança diante do risco envolvendo o reservatório, que possui capacidade aproximada de 420 mil metros cúbicos de água.

Como medida preventiva, cerca de 150 moradores da localidade de Linha Humaitá permanecem fora de casa, enquanto aproximadamente 60 edificações seguem inseridas na área de bloqueio. Também permanecem afetados 600 metros da Rodovia Padre Pedro Rizzon, e as aulas na Escola Antônio Pessini foram suspensas. A Defesa Civil ainda utilizou o sistema Cell Broadcast para emitir um alerta sonoro de emergência aos celulares presentes na região.

Paralelamente, equipes da Corsan e da Defesa Civil trabalham para diminuir a pressão exercida pela água sobre a estrutura. A operação utiliza quatro bombas de alta capacidade, mangotes e duas bombas flutuantes cedidas pelo DMAE de Porto Alegre, com retirada estimada em cerca de 3,2 milhões de litros de água por hora. O objetivo é rebaixar o nível do reservatório enquanto técnicos acompanham as condições da barragem.

Um posto de comando integrado reúne forças de segurança, resgate e equipes técnicas para coordenar a emergência. Moradores retirados da área estão sendo encaminhados para hotéis e para o Centro de Eventos Alexandre Zaniol. Especialistas e peritos trabalham na elaboração de um laudo técnico sobre a situação da barragem, enquanto a Corsan informa que uma eventual área de inundação ficaria concentrada no entorno da estrutura e nas margens do Rio Jaguari. O abastecimento de água em São Marcos segue mantido.