O Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgou novas diretrizes para o uso de inteligência artificial no ambiente escolar, estabelecendo limites para estudantes, professores e instituições de ensino superior.

Entre as principais determinações está a restrição ao uso de ferramentas de inteligência artificial para corrigir redações ou atribuir notas aos estudantes. As normas também limitam o acesso direto de alunos até o 5º ano do ensino fundamental a plataformas de IA sem supervisão.

Na educação infantil e nos primeiros anos escolares, as orientações buscam preservar o desenvolvimento cognitivo e priorizar atividades de leitura e escrita realizadas por meios tradicionais.

Em relação às avaliações, as novas regras estabelecem que plataformas de inteligência artificial não devem substituir o trabalho humano na análise de textos e na definição de notas.

Para os professores, o uso da tecnologia poderá auxiliar em atividades como compilação de dados e elaboração de materiais didáticos, mas as diretrizes restringem a produção integralmente automatizada de conteúdos curriculares.

No ensino superior, cada instituição deverá estabelecer suas próprias diretrizes para utilização da inteligência artificial, considerando atividades acadêmicas, pesquisas e processos de gestão, além de princípios relacionados à ética científica.

As orientações também reforçam a centralidade do professor no processo de ensino e aprendizagem, mantendo o acompanhamento humano como elemento fundamental na utilização das novas tecnologias em sala de aula.

As regras buscam estabelecer parâmetros para que a inteligência artificial seja utilizada como ferramenta de apoio à educação, sem substituir a atuação dos professores ou os processos pedagógicos de avaliação e produção de conhecimento.

Fonte: Porto Alegre 24 Horas, com informações do Conselho Nacional de Educação