O calor extremo provocado pelo chamado Super El Niño pode causar até 13,3 mil mortes no Brasil, segundo relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago divulgado na quarta-feira, 23 de setembro.

De acordo com o estudo, as regiões Norte e Nordeste devem concentrar a maior parte das mortes estimadas no país, que aparece entre os mais afetados pelo fenômeno. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e pode alterar padrões de temperatura e chuva em diversas partes do mundo.

A projeção indica que, até fevereiro de 2027, cerca de 451 mil mortes em todo o planeta podem estar associadas ao calor adicional provocado pelo fenômeno.

Segundo os pesquisadores, o Super El Niño teve início em junho e pode fazer com que o número de dias extremamente quentes quase dobre até fevereiro de 2027, com temperaturas pelo menos 1,2°C acima do normal em comparação com anos anteriores.

No Brasil, o período considerado mais crítico deve ser o verão, entre dezembro e fevereiro. O levantamento estima 2,3 mil mortes adicionais no Pará, 1,3 mil no Maranhão e 1,2 mil tanto no Amazonas quanto na Bahia.

O estudo aponta que países e regiões do chamado Sul Global tendem a sofrer impactos mais intensos. Além do Brasil, Índia, Sudão, Indonésia e Nigéria aparecem entre os países com maior número projetado de mortes relacionadas ao calor.

No continente africano, a estimativa chega a 67 mil mortes adicionais, com destaque para Nigéria, Sudão, Níger e Chade. Já no Sudeste Asiático, Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja po