O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) realizará, durante as Eleições 2026, o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, procedimento de auditoria adotado pela Justiça Eleitoral desde 2002. No Estado, 27 urnas eletrônicas serão indicadas ou sorteadas para o teste, sendo uma obrigatoriamente da Capital.

De acordo com o material informativo do TRE-RS, o teste tem como objetivo verificar a captação e a contabilização dos votos pela urna eletrônica. O procedimento é realizado pelos Tribunais Regionais Eleitorais e pode ser acompanhado pelo público.

O Teste de Integridade simula uma votação oficial, utilizando urnas e candidatos oficiais. A atividade ocorre simultaneamente à votação da eleição, mas os resultados produzidos durante a auditoria não são transmitidos nem contabilizados na totalização oficial.

Na véspera da eleição, as urnas que participarão do procedimento poderão ser indicadas pelas entidades fiscalizadoras ou definidas por sorteio em cerimônia pública. As urnas escolhidas são retiradas dos respectivos locais de votação, substituídas por outros equipamentos e encaminhadas ao local da auditoria.

No dia da eleição, das 8h às 17h, são digitados nas urnas auditadas os votos registrados previamente em cédulas de papel preenchidas por entidades representativas da sociedade. Os mesmos votos são inseridos simultaneamente no Sistema de Apoio à Votação Paralela (SAVP).

Ao fim do procedimento, são emitidos os Boletins de Urna e os resultados registrados pelo sistema de apoio. As informações são confrontadas entre si e também com os registros realizados pelos fiscais que acompanham a votação. Segundo o TRE-RS, todas as etapas são fiscalizadas por empresa de auditoria contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas Eleições 2026, o teste no Rio Grande do Sul será realizado no Prédio 30 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Os trabalhos também serão transmitidos ao vivo pelo canal do TRE-RS no YouTube.

O procedimento de digitação dos votos é filmado, com exibição simultânea das imagens no local da auditoria e pela internet. Conforme o Tribunal, a gravação permite ampliar a transparência e possibilita a posterior verificação de eventuais dúvidas ou inconsistências apontadas durante os trabalhos.

A auditoria é coordenada por uma comissão constituída em cada Tribunal Regional Eleitoral. A composição mínima prevê um juiz de Direito e seis servidores, com representantes da Corregedoria Regional Eleitoral, da Secretaria Judiciária e da Secretaria de Tecnologia da Informação. Os trabalhos também são acompanhados por um integrante do Ministério Público Eleitoral.

A regulamentação do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas está prevista na Resolução nº 23.673/2021 do TSE, especialmente nos artigos 61 a 74.