Com o avanço de períodos frios e chuvosos no Rio Grande do Sul, a umidade elevada cria condições favoráveis para o aparecimento de mofo em paredes, banheiros, armários e atrás de móveis. Além da limpeza, a prevenção depende de reduzir a umidade e aumentar a circulação de ar. Entre as medidas recomendadas estão afastar móveis das paredes, manter janelas abertas depois do banho e recorrer a potes antimofo, sílica-gel ou desumidificadores em ambientes menores e pouco ventilados.

Na hora de remover o problema, o especialista em higienização doméstica Cássio Siqueira Nunes orienta o uso de detergente neutro com pano úmido, evitando tecido seco, que pode espalhar partículas pelo ambiente. Água sanitária também pode ser utilizada em situações adequadas, mas ele alerta para que produtos de limpeza não sejam misturados, especialmente combinações de água sanitária com vinagre, álcool ou desinfetantes. Depois da higienização, secar completamente a área é uma etapa essencial para dificultar o retorno do fungo.

A professora de Engenharia Química da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Camila Baldasso, explica que os fungos estão naturalmente presentes no ar e encontram condições para crescer quando há umidade, calor e acúmulo de poeira. Entre as alternativas citadas para o controle estão vinagre de álcool, água sanitária, cloreto de cálcio e aparelhos desumidificadores, sempre respeitando as características de cada superfície e as medidas de proteção indicadas. Luvas e, em alguns procedimentos, máscara são recomendadas, principalmente quando há uso de produtos potencialmente tóxicos em espaços fechados.