Vereador, advogado e dirigentes são alvos de operação que apura desvio de mais de R$ 2 milhões da saúde em Porto Alegre
Operação Cinesia cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em investigação sobre recursos do Fundo Municipal de Saúde
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou, nesta sexta-feira, 18 de setembro, a Operação Cinesia, que investiga o suposto desvio de mais de R$ 2 milhões repassados pelo Fundo Municipal de Saúde de Porto Alegre para projetos financiados por emendas parlamentares. Segundo o órgão, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em Porto Alegre e Imbé.
De acordo com o MPRS, a investigação envolve um vereador de Porto Alegre, um servidor do Legislativo Municipal, um advogado, dirigentes e ex-dirigentes de uma organização da sociedade civil (OSC) e outras pessoas relacionadas ao grupo investigado. Foram presos preventivamente o parlamentar, um assessor, o advogado — que também é ex-dirigente da entidade — e outro ex-dirigente da organização. As ordens envolvendo o advogado foram acompanhadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A apuração sustenta que recursos destinados a projetos da área da saúde eram transferidos de contas específicas para uma conta de livre movimentação da entidade e, posteriormente, repassados a empresas e pessoas investigadas. Segundo o Ministério Público, uma empresa ligada à administração da organização recebeu mais de R$ 1,9 milhão. O órgão também investiga indícios de que valores teriam sido posteriormente recompostos nas contas fiscalizadas para aparentar regularida
