Acidente de helicóptero que matou cantor Rick e outras quatro pessoas completa um mês em Santa Catarina
Investigação ainda busca esclarecer as causas da tragédia em Urubici, enquanto parte dos destroços permanece na região onde a aeronave caiu
O acidente de helicóptero que provocou a morte do cantor Rick Sollo, da dupla Rick & Renner, e de outras quatro pessoas completa um mês nesta quarta-feira (21). A tragédia ocorreu em 21 de setembro, na região de Urubici, na Serra de Santa Catarina. Mesmo após 30 dias, as autoridades ainda não concluíram as investigações sobre as circunstâncias da queda, e parte da aeronave continua no local, aguardando autorização para retirada.
Além do artista, morreram o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O helicóptero Bell 430, de prefixo PP-MGR, havia decolado de Porto Belo com destino a São Joaquim, em um percurso de aproximadamente 190 quilômetros. Após desaparecer durante o voo, a aeronave foi encontrada no dia 22 de setembro, em uma área de difícil acesso na localidade de Santa Bárbara, onde as equipes de resgate localizaram os corpos das cinco vítimas.
As investigações são conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Uma das frentes de apuração envolve a análise de aparelhos celulares encontrados na região do acidente. Em 15 de outubro, a Polícia Civil solicitou autorização judicial para examinar um dos dispositivos. Outros dois telefones danificados foram identificados posteriormente durante os trabalhos de remoção e encaminhados para procedimentos periciais. O Cenipa também mantém a investigação técnica e deverá divulgar um relatório após a conclusão dos trabalhos.
A retirada completa dos destroços ainda não tem prazo definido, conforme a JTA Empreendimentos, empresa responsável pelo helicóptero. A operação depende das licenças necessárias, embora os dois motores Rolls-Royce já tenham sido removidos no início de outubro. Pelas normas da Aeronáutica, a responsabilidade pela retirada dos equipamentos e pela limpeza da área cabe ao proprietário ou operador. Enquanto isso, as causas da queda permanecem oficialmente indeterminadas, e os investigadores continuam reunindo informações para esclarecer o acidente que deixou cinco mortos na Serra catarinense.
