A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira, 14 de outubro, a apreensão e proibição de diversos produtos comercializados pela internet sem o devido registro sanitário. Entre os itens atingidos estão medicamentos contendo tirzepatida e retatrutida, substâncias associadas às chamadas canetas emagrecedoras. A decisão busca impedir a circulação de produtos cuja qualidade, segurança e eficácia não foram comprovadas perante a agência reguladora.

A medida alcança produtos anunciados em diferentes plataformas digitais, incluindo os sites zyntrashop.site, zphcstore.com.br e peptideosdobrasil.com.br, além de itens comercializados pelo endereço oxygenkwpharmabrasil. Entre os produtos citados estão Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg, Caneta Tirzepatide 75 mg e Retagen 40 mg. Conforme a Anvisa, os itens abrangidos pela determinação não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados ou utilizados.

A agência também destacou a situação da retatrutida, substância que ainda não possui registro em nenhum país do mundo, segundo as informações divulgadas. A empresa responsável pelo desenvolvimento dos estudos do medicamento ainda não havia solicitado autorização para comercialização à Anvisa ou a outras agências reguladoras internacionais. A proibição também abrange produtos anunciados sob a marca Liberty Pharma, incluindo versões de tirzepatida, retatrutida, NAD+ e GHK-Cu.

Além das canetas emagrecedoras, a fiscalização atingiu produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., comercializados com alegações de efeitos terapêuticos sem registro, notificação ou cadastro sanitário. Entre eles estão kits de desintoxicação e desparasitação, produtos à base de carvão ativado, compostos para emagrecimento e itens contendo ouro e prata coloidal. Segundo a Anvisa, as alegações de propriedades antifúngicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias e de fortalecimento da imunidade caracterizam finalidades compatíveis com medicamentos.

A Anvisa reforçou que a comercialização de produtos sem regularização representa risco à saúde da população, especialmente quando não há comprovação de qualidade, segurança e eficácia. As determinações buscam impedir que consumidores tenham acesso a substâncias e preparações sem a devida autorização sanitária.

Fonte: Agência Brasil / Anvisa