Após falência, fábrica de móveis da Serra Gaúcha será leiloada por R$ 48 milhões
Unidade industrial permanece em funcionamento com 101 trabalhadores, enquanto a Justiça prepara a venda do complexo para o dia 10 de novembro.
A fábrica de móveis do Grupo Ditália, localizada em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, será leiloada judicialmente no dia 10 de novembro de 2026, com lance inicial de R$ 48 milhões. A venda ocorre após a decretação da falência da empresa, determinada pela Justiça depois que os credores rejeitaram o plano de recuperação judicial apresentado para enfrentar uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 85 milhões. O leilão será conduzido pelo leiloeiro Norton Fernandes e representa uma tentativa de viabilizar a continuidade das atividades industriais.
Apesar do processo de falência, a unidade permanece em operação e mantém 101 trabalhadores empregados, com salários e pagamentos aos fornecedores em dia. A administração judicial organizou a venda por meio do modelo de Unidade Produtiva Isolada (UPI), que permite a transferência do complexo industrial e de seus ativos sem que o comprador assuma as dívidas fiscais e trabalhistas anteriores da empresa. A estratégia busca tornar a aquisição mais atrativa e preservar a atividade produtiva durante o andamento do processo judicial.
A trajetória do Grupo Ditália começou em 1990, em Bento Gonçalves, quando a empresa iniciou a fabricação de estofados em uma estrutura de aproximadamente 70 metros quadrados. Com o crescimento da produção e a ampliação das atividades, o parque fabril foi transferido para Monte Belo do Sul, consolidando a marca no setor moveleiro da Serra Gaúcha. Em seu período de maior expansão, a indústria chegou a empregar mais de 600 trabalhadores, tornando-se uma importante geradora de empregos na região.
A expectativa é de que a realização do leilão permita a chegada de um novo investidor interessado em manter a produção e aproveitar a estrutura industrial existente. A preservação dos 101 postos de trabalho e a continuidade das operações estão entre os principais objetivos da estratégia adotada pela administração judicial. A venda do complexo também busca contribuir para o andamento do processo de falência e para o pagamento dos credores, conforme os procedimentos estabelecidos pela Justiça.
