Calçadista demite 120 funcionários em Novo Hamburgo e futuro da fábrica é incerto
Empresa encerrou o terceiro turno de produção e reduziu o quadro de trabalhadores; Prefeitura acompanha a situação diante da possibilidade de fechamento da unidade.
A Dilly Sports, empresa do setor calçadista instalada em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, demitiu 120 funcionários nesta quinta-feira (15), ampliando as preocupações sobre a continuidade das operações da unidade industrial. Além dos desligamentos, a companhia encerrou o terceiro turno de produção. A informação foi confirmada pelo Executivo municipal, que acompanha a situação diante da possibilidade de encerramento das atividades da fábrica, que atualmente emprega cerca de 500 trabalhadores.
A situação também mobilizou a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário do Estado do Rio Grande do Sul (FETICVERGS), entidade sindical que acompanha a movimentação da empresa. Conforme o presidente da federação, João Nadir Pires, até o momento não houve comunicação oficial sobre um eventual fechamento da unidade, paralisação definitiva ou mudanças mais amplas na estrutura de produção. A preocupação dos representantes dos trabalhadores envolve principalmente a manutenção dos empregos e o pagamento de eventuais verbas rescisórias.
A Dilly Sports iniciou suas operações em Novo Hamburgo em setembro de 2023, quando assumiu o prédio anteriormente ocupado pela indústria calçadista Malu Calçados, que atuava na cidade entre os anos de 2007 e 2023. Na ocasião, a chegada da empresa representou uma alternativa para a retomada da atividade industrial no espaço. Atualmente, a unidade desenvolve atividades relacionadas ao setor de calçados esportivos, incluindo produção destinada à marca Mizuno. Apesar das demissões, ainda não existe confirmação oficial de que a fábrica será definitivamente fechada.
Diante da situação, a Prefeitura de Novo Hamburgo informou que busca alternativas para preservar a atividade econômica e os postos de trabalho. A administração municipal entrou em contato com a empresa para obter esclarecimentos sobre a continuidade das operações. Paralelamente, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico avalia possíveis interessados em ocupar o espaço industrial caso ocorra o encerramento das atividades. O episódio também gera preocupação no setor calçadista gaúcho, especialmente pela importância da indústria para a economia e a geração de empregos no Vale do Sinos.
