Uma investigação sobre uma suposta armação para incriminar um homem em Jaguari, na Região Central do Rio Grande do Sul, resultou na prisão de três pessoas nesta quinta-feira (8). Entre os detidos estão a ex-companheira da vítima da suposta fraude, uma policial militar e o marido dela. A Polícia Civil apura se o grupo teria organizado uma falsa ocorrência envolvendo drogas e arma de fogo para interferir em uma disputa judicial pela guarda de uma criança de quatro anos.

As suspeitas surgiram após uma ocorrência registrada em julho, quando a Brigada Militar recebeu 19 chamadas denunciando a existência de entorpecentes e armamento em uma residência do município. Durante a averiguação, os policiais localizaram drogas e uma arma nas proximidades de um vaso de flores. O morador acabou preso, mas as circunstâncias da apreensão passaram a ser investigadas.

O avanço das diligências apontou que o proprietário do imóvel enfrentava um processo judicial relacionado à guarda do filho. A principal hipótese da Polícia Civil é de que a ex-companheira teria articulado a colocação dos materiais ilícitos no endereço, buscando provocar a prisão do homem e comprometer sua situação perante a Justiça. Uma policial militar e seu marido são suspeitos de terem viajado de Porto Alegre até Jaguari para participar da execução do plano.

A operação realizada nesta quinta-feira envolveu o cumprimento de quatro mandados na Região Metropolitana de Porto Alegre. Até a última atualização, três suspeitos haviam sido presos. A Polícia Civil mantém as investigações para determinar a responsabilidade individual dos envolvidos, esclarecer como a suposta fraude foi organizada e identificar todas as circunstâncias relacionadas à ocorrência que levou à prisão inicial do morador.