Eleitora é suspeita de colar tecla do número 2 em urna eletrônica durante votação no RS
Equipamento precisou ser substituído após cola atingir também a tecla 3; caso foi encaminhado à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal.
Uma suspeita de dano intencional a uma urna eletrônica mobilizou a Justiça Eleitoral neste domingo (25), em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O caso ocorreu na Escola Municipal Getúlio Vargas, onde um equipamento precisou ser substituído após apresentar problemas nas teclas correspondentes aos números 2 e 3. A suspeita é de que uma eleitora tenha utilizado cola para comprometer o funcionamento da urna durante a votação do segundo turno das eleições de 2026.
A irregularidade foi percebida depois que a mulher deixou a seção eleitoral. Conforme informações repassadas por um representante do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), o presidente da seção havia observado um comportamento incomum da eleitora, que permaneceu por mais tempo diante do equipamento e movimentou as mãos repetidamente nos bolsos. A hipótese investigada é de que ela tenha aplicado a substância para bloquear a tecla 2, mas o material acabou atingindo também a tecla 3.
Apesar da suspeita, a mulher não foi presa. Seus dados foram encaminhados à Justiça Eleitoral e à Polícia Federal para as providências cabíveis, enquanto a Brigada Militar também foi acionada. A substituição do equipamento levou aproximadamente 30 minutos e provocou a formação de uma fila temporária. Após a troca, o atendimento foi normalizado e os eleitores conseguiram exercer o direito ao voto.
O episódio ocorreu em meio a outros registros de substituição de urnas eletrônicas durante o segundo turno. Conforme boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre 8h e 10h deste domingo, 23 equipamentos foram trocados no Rio Grande do Sul, o equivalente a 0,08% do total utilizado no Estado. Em todo o Brasil, foram registradas 467 substituições, correspondentes a 0,09% das urnas em operação naquele período.
